Há tempos venho querendo escrever sobre algo que incomoda a minha alma. Pergunto-me que mundo é esse????
Atualmente vivemos o tempo da informação acelerada,uma piscadela pode te deixar desinformada(o). É fascinante o que conseguimos aprender em alguns minutos na frente do computador por exemplo. Mas e o tempo das relações aonde ficou?Ou não ficou?
As relações e sentimentos foram empacotados por modelos que todos uniformemente devemos seguir.Padrões foram estabelecidos, de beleza,felicidade,realização profissional,moda,...fico pensando, progredimos muito tecnologicamente mais regredimos no campo das emoções. O homem dentro de sua complexidade não pode ser limitado a modelos pré estabelecidos.
O mundo preza o individualismo,e com isso adoecemos, pois precisamos do “outro” para viver a troca emocional da vida,sem ela a mesma vida fica vazia sem sentido e desconexa.
O nosso olhar caiu, só conseguimos olhar para baixo,o umbigo vem logo após a barriga,não conseguimos enxergar quem esta ao nosso lado,dar Bom dia! Boa Tarde! agradecer por um bom serviço prestado.Por Que tantas doenças emocionais?síndromes antes não vistas,que nos causam pânico,medo,levando-nos ao completo esgotamento e isolamento.
No trânsito “vence” quem burlar mais regras,dirigir na sua mão,respeitar os sinais,pagar impostos,não assistir a DVD pirata,ensinar ao filho que é feio fazer pequenos furtos de balas no mercado,dar limites a esses filhos... significa ter um comportamento de otário,certinho,metódico enfim chato. Bom mesmo é ser “esperto”.
O mundo esta ameaçado,ou melhor nossa existência nele,o bem mais precioso pode ter fim,Água como ficar sem ela? Seremos espécie em extinção. Mesmo assim fingimos que isso não é real e continuamos no disperdício.
E as famílias? O que aconteceu com elas? Ficamos tão longe dos nossos filhos (isso não tem nada a ver com tempo) que numa atitude egoísta,que ameniza a culpa de pais ausentes,limitamos a experiência de uma das maiores relações de amor do mundo,se não for a maior(relacionamento pais e filhos), a prazeres materiais fomentando,uma compulsão por comprar que tem como pano de fundo,unicamente a carência de afeto.
O vazio afetivo é preenchido pela compulsão do ato de comprar.
Mais como sou brasileira não desisto nunca,sempre vejo uma luz no fim do túnel,confesso que tive tempos de pessimismo,porém entendi que preciso fazer minha parte,lutar para manter os valores que acredito. Aprendi a entender a felicidade,ela não esta distante basta ,a gente respeitar a nós mesmos entender,conhecer,experimentar o que nos faz feliz,mesmo que estejamos fora dos “padrões estabelecidos”.
Enfim,quando conseguirmos movimentar a nossa cabeça tirando o umbigo do foco,vamos ver a beleza da alma seja em nós ou no outro,ela desperta sentimentos,emoções,necessidade de troca. Troca de afetos,gentilezas,Amor.
Cláudia Venancio de Lima.
sexta-feira, 14 de novembro de 2008
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Um comentário:
Oi, Cláudia! Que belo texto. Senti que foi um momento-desabafo... rs Mas não posso negar que concordo com vc em muitos aspectos. Por isso acho que a psico é mesmo a profissão do futuro. Daqui a pouco, as pessoas não vão segurar a barra sozinhas...
Beijo gde e até sábado.
Postar um comentário